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Tem vontade de dar aulas mas não fez Licenciatura?

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Complementação Pedagógica pode ser a solução para seu problema.

Glaicom Felisbelo Alves tem 36 anos e graduou-se como bacharel em Engenharia Química pela Universidade Federal de Uberlândia. Hoje, ele atua como técnico em Química na mesma instituição e poderia acumular a função de professor. Porém, na época da faculdade, Glaicom não cursou as disciplinas necessárias para poder lecionar, ou seja, não fez Licenciatura.
Há mais ou menos um ano, ele despertou para a possibilidade de dar aulas a noite como uma forma de incrementar sua renda, e começou também a pensar em prestar concurso público para professor. Como solução para a falta da Licenciatura, descobriu a chamada ‘Complementação Pedagógica’, instituída pelo MEC – Ministério da Educação, como uma forma de incentivar o surgimento de novos professores, especialmente, em áreas como a Matemática, para a qual faltam profissionais. “Estou fazendo o curso de Complementação Pedagógica à distância há cerca de oito meses. Tenho o perfil para ensinar e pretendo lecionar para incrementar minha renda”, diz Glaicom.

Quem pode fazer a Complementação ou Formação Pedagógica?
“Enfermeiros, administradores, advogados, psicólogos, nutricionistas, engenheiros, contadores, arquitetos, enfim, todos os portadores de graduação (bacharel e/ou tecnólogo) podem fazer a Complementação”, explica Lana Bernardes, Relações Institucionais de uma universidade que oferece treze cursos voltados para a Complementação Pedagógica.
O objetivo dos cursos é habilitar o profissional em disciplinas do currículo que integram as quatro últimas séries do Ensino Fundamental, Ensino Médio e Educação Profissional de Nível Médio nos diferentes sistemas de Ensino, nas seguintes áreas do conhecimento: Artes Visuais, Educação Física, Ciências Biológicas, História, Sociologia, Letras (Língua Portuguesa), Letras (Inglês), Letras (Espanhol), Química, Matemática, Música e Física.
“Durante o curso, a pessoa vai estudar todo o conteúdo necessário para estar habilitado para dar aulas. Além disso, vai realizar uma carga horária específica para estágio supervisionado. No caso da nossa instituição, por exemplo, se o curso bacharelado que o aluno já tem for relacionado ao curso de formação pedagógica, a duração do curso complementar será de um ano. Caso o curso dele não seja relacionado com o curso escolhido, a duração será de um ano e meio”, explica a Relações Institucionais da Universidade Anhanguera.

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